A Ceia do Senhor e a Morte de Jesus
Pregação: Pastor Reinaldo Kahakura
Base Bíblica: 1 Coríntios 11:23-34; Mateus 27:46-56; Marcos 15:33-41; Lucas 23:44-49; João 19:28-30
Textos base: 1 Coríntios 11:23-34; Mateus 27:46-56; Marcos 15:33-41; Lucas 23:44-49; João 19:28-30
A Ceia do Senhor nos faz relembrar a morte de Jesus. Juntamente com o Batismo, ela é uma das ordenanças deixadas pelo Senhor à Sua Igreja.
Em 1 Coríntios 11:23-26, somos lembrados de que, ao participarmos da Ceia, anunciamos a morte do Senhor até que Ele venha. O pão e o vinho nos levam novamente ao sacrifício de Cristo e ao significado daquilo que Ele realizou por nós na cruz.
Desde o princípio, Deus já havia anunciado Seu plano de restauração. Em Gênesis 3:15 encontramos o chamado protoevangelho, a primeira promessa de restauração após a queda. O descendente da mulher, Jesus, haveria de cumprir inteiramente a lei estabelecida de que a punição pelo pecado é a morte.
Ao reunirmos os relatos dos evangelhos sinóticos — Mateus, Marcos e Lucas — e também o relato de João, encontramos alguns fatos que marcaram o período entre a traição e a morte de Jesus.
1. A morte por crucificação
Em Mateus 27:32-56 encontramos o relato da crucificação de Jesus. Ele foi julgado de forma conveniente e política, atendendo ao clamor da multidão dirigida pelos sacerdotes.
Jesus carregou Sua própria cruz como parte de Suas aflições. Foi pregado nela, recebeu uma coroa de espinhos e sobre Ele foi colocada uma inscrição que dizia: “O Rei dos Judeus”.
Do meio-dia até as três horas da tarde, houve trevas sobre a terra, como se a própria natureza manifestasse a dor de seu Criador.
Mesmo no sofrimento da cruz, Jesus ainda alcançou mais uma vida, dizendo: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso.”
Por volta das três horas, bradou em alta voz: “Eli, Eli...” Foi um momento de clamor, mas também uma declaração de vitória.
O Cordeiro que assumiu os nossos pecados estava sendo sacrificado. Jesus morreu.
Naquele momento, houve terremoto, ressurreição de mortos e o reconhecimento por parte do centurião de que Ele verdadeiramente era o Filho de Deus.
O véu do templo se rasgou de alto a baixo. A partir daquele sacrifício, temos livre acesso ao Santo dos Santos. Não seriam mais necessários os sacrifícios de animais, pois Jesus ofereceu o sacrifício definitivo.
2. A morte com propósito
Mateus 27:51 registra que “o véu do templo se rasgou em duas partes, de alto a baixo”.
A barreira que separava o Lugar Santo do Lugar Santíssimo foi quebrada. A separação já não existe.
João 3:16 nos mostra que Jesus foi enviado e dado em sacrifício para que “todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
O sangue derramado por Jesus nos purifica de todo pecado. Em Sua morte, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo satisfez toda a justiça de Deus. Por meio desse sacrifício, somos justificados, perdoados e recebemos acesso ao Lugar Santíssimo.
O profeta Isaías, no capítulo 53, descreve de forma clara e objetiva o propósito da morte de Jesus. Ele foi ferido por causa das nossas transgressões e levou sobre Si aquilo que era nosso.
A morte de Jesus, portanto, não foi um acontecimento sem propósito. Na cruz estava sendo cumprido o plano de Deus para a nossa redenção.
3. A morte que provoca unidade
A morte de Jesus também nos conduz à unidade.
Hoje podemos nos assentar à mesma mesa diante dos símbolos de Jesus — Seu corpo e Seu sangue, representados pelo pão e pelo vinho — e somos unidos por Ele.
Somos irmãos, salvos pelo mesmo sacrifício, tendo uma só cabeça e sendo partes do mesmo corpo. Somos dependentes uns dos outros e, juntos, podemos relembrar e celebrar nossa unidade e nossa salvação em Cristo Jesus.
A Ceia nos faz olhar para a cruz, mas também para aqueles que estão à mesa conosco. Todos nós dependemos da mesma graça, fomos alcançados pelo mesmo Salvador e fazemos parte do mesmo corpo.
Conclusão
Voltando ao texto de 1 Coríntios 11, somos chamados a participar da Ceia do Senhor com seriedade, conforme nos ensina o versículo 28, examinando a nós mesmos, mas também com alegria, em cumprimento à ordenança que recebemos de Jesus.
Ao participarmos da Ceia, relembramos Seu sacrifício, reconhecemos o propósito de Sua morte e celebramos a unidade que temos nEle.
Que façamos isso com reverência, gratidão e alegria, para a glória do Senhor!
Para refletir:
O que a morte de Jesus ensina a você?
Compartilhe em que momento da sua vida você entendeu o propósito da morte de Jesus na cruz.
Assista a esse culto completo clicando aqui.


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