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  • IEVY

O AMOR DE DEUS PELA IGREJA, UM VALOR INIGUALÁVEL!

e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.” (Efésios 3.19)


É muito importante proferirmos palavras de afirmação. Por exemplo, bom dia!... A dor vai passar!... Para conhecermos o amor de Deus, precisamos conhecer a Sua Palavra, a Bíblia. Deus se revela através de Sua Palavra.

Nesta Pastoral, quero meditar sobre o caráter inigualável e incomensurável do Amor de Deus:


I. CONHECER O AMOR DE CRISTO

Falar sobre o AMOR de Cristo é fascinante e, ao mesmo tempo, desafiador. Primeiro, porque CRISTO é o único que realmente AMOU e AMA no sentido pleno da palavra. Segundo, porque o amor de Cristo excede todo entendimento. A palavra excede, no grego, é Hipérbole; é uma figura de linguagem classificada como figura de pensamento, que consiste em exagerar uma ideia com finalidade expressiva. É um exagero intencional na expressão. Sim, o amor de Cristo ultrapassa em muito a compreensão humana. Concluímos que o AMOR de Cristo ou o amor de Deus não tem explicação dentro da razão humana. Qualquer tentativa de exemplificar o amor de Cristo, usando um exemplo humano, seria apenas uma sombra pálida do que Cristo fez.

A única forma de conhecer o verdadeiro AMOR é conhecendo a DEUS, pois DEUS É AMOR. E este conhecimento só é possível através da sua própria Palavra. O AMOR de DEUS é tão especial e distante da compreensão humana que precisa de uma revelação divina. Esta revelação divina também é uma prova do amor de DEUS para com os homens.

Quando uma pessoa conhece o amor de Cristo ela se torna cheio da plenitude de DEUS. Plenitude significa CHEIO, que é ocupar todo espaço. TODA é um adjetivo – a que não falta nenhuma parte; inteiro, completo, total. PLENITUDE, substantivo, que significa: estado do que é inteiro, completo, totalidade, integridade. Quem conhece o AMOR de Cristo tem todas as áreas da sua vida transbordando da presença de DEUS. Sim, é fascinante falar sobre o AMOR de DEUS.


II. CRISTO AMOU A IGREJA

Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável.” (Ef 5.25-27), sintetiza tudo que precisamos saber sobre este valor fundamental – o amor de Deus. Na eternidade passada, ou seja, antes da fundação do mundo, a existência da IGREJA foi planejada pelo DEUS TRINO. Desde aquela época o Cordeiro de Deus, CRISTO, que seria imolado na plenitude dos tempos, AMOU a Igreja e se entregou por ela. A Igreja é resultado deste sacrifício de Cristo, deste amor na prática. A Igreja nasceu somente depois que Cristo ressuscitou, prova cabal de que ELE venceu a morte e que pode justificar a todos os que nELE creem, cinquenta dias depois para cumprir o Pentecostes. A Igreja é fruto de um amor que não tem paralelo na História, pois a Si mesmo Cristo se entregou por ela.

Jesus disse “Edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Não há como falar sobre o amor à Igreja sem falar nesta enfática declaração do Senhor Jesus. Ele revela, no momento certo, o plano que já existia desde antes da fundação do mundo: “edificar a Igreja”. Para que a Igreja fosse edificada, Jesus daria a própria vida, pagaria o preço do resgate com o SEU próprio sangue. Cada membro desta Igreja viva foi resgatado não com ouro ou prata, mas com seu precioso sangue. Só há uma explicação para este gesto: amor incondicional por sua igreja.

Paulo diz “em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos,” (Tt 1.2). “Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver que lhes foi transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito, conhecido antes da criação do mundo, revelado nestes últimos tempos em favor de vocês.” (1 Pe 1.18-20). “Agora, a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai salva-me desta hora; mas para isso vim a esta hora.” (Jo 12.27). “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5.8). Esta é a prova do Amor de Deus para conosco. Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

Antes de ajuntar um grupo para si, chamado Igreja, aconteceu a maior de todas as transações da História. Cristo, com o a sua morte pagou o preço do nosso resgate perante a justiça divina, pois todos ainda éramos pecadores. O seu sangue derramado nos redimiu. Posicionalmente resgatados e redimidos, ouvimos esta mensagem pela Palavra que nos é pregada e os olhos da FÉ foram abertos e cremos; por isto, nascemos de novo. Só pelo novo nascimento a pessoa ingressa na Igreja, Corpo de Cristo.

O Resgate e a Remissão acontecem antes de qualquer ação do homem pecador perdido. A Igreja já estava concebida na mente divina. Tudo que ela precisava foi providenciado, antes dela existir. A morte e a ressurreição de Cristo garantiu a vida da Igreja do começo à eternidade. Isto é amor pleno, completo, que excede a compressão humana, mesmo dos crentes.

Conhecer o amor de Deus pela Igreja nos dá: Segurança, Paz, Gratidão - reconhecemos que nada merecíamos -, Disposição para anunciar esta mensagem a todos os povos, Força para suportar as privações. “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” (1Jo 4.10). “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.” (1Jo 4.16). “Nós o amamos porque ele nos amou primeiro.” (1Jo 4.19).


III. TU ÉS O MEU FILHO AMADO

No início do ministério de Cristo encontramos declarações impactantes do DEUS PAI falando a respeito de Jesus Cristo. Estas declarações foram marcantes para os discípulos que Pedro as registra em sua segunda carta: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade, porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo.” (2Pe 1.16-18).

Vejamos os momentos em que estas declarações aconteceram: “E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” (Mt 3.17). “Eis aqui o meu servo que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz; porei sobre ele o meu Espírito, e anunciará aos gentios o juízo.” (Mt 12.18). “E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutem-no.” (Mt 17.5).

Depois de 400 anos sem registro de declarações do DEUS, um silêncio assustador, absoluto e, de repente, sem nenhuma prévia, ELE fala claramente e em bom som a respeito de Jesus. Os destaques são dignos de observação, vejamos:

1º) Este é o meu filho amado: a) o único do PAI; b) Inclui passado, presente e futuro; c) Significa proteção, segurança, identificação; d) Amor divino, pleno.

2º) Em quem me comprazo, ou seja, tenho muito prazer – a alegria do DEUS eterno;

3º) A ELE ouvi. Escutem-no – JESUS tinha algo a dizer, a comunicar e importa que todos ouçam o que ELE tem para dizer.

Qual a razão desta declaração com tanto poder manifesto? a) Uma apresentação do Messias? b) Declaração de aprovação do ministério de Cristo que iniciava agora? c) Qual era o público que ouviu esta declaração? Que impacto teve na vida deles o ouvir estas palavras?

“... e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és meu Filho amado; em ti me tenho comprazido” ou “em ti me agrado” (NVI - Mc 1.11).

Estas afirmações não deixam dúvidas, pois tem destino certo, alvo declarado: “Tu és o meu filho amado”. O Senhor está falando diretamente para Jesus Cristo. CRISTO, o Deus Filho, precisava ouvir estas palavras de afirmação? Por que o DEUS vivo as declarou tão objetiva e veementemente? JESUS passaria por momentos de rejeição profunda: seus irmãos não acreditaram nele; sua nação o rejeitou; seus discípulos o abandonaram ao pé da Cruz; os sacerdotes do seu povo queriam a sua morte; no Getsemani ele orou perguntando ao Pai se poderia ser livre do “cálice”, sofrimento, que viria em pouco tempo. Na cruz ele bradou: “Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste?” O sofrimento de Cristo é incomparável, jamais mensurado, muito além da compreensão humana. Sim, eu creio que foi uma manifestação de amor de DEUS ao declarar: “Tu és o meu filho amado, em quem eu tenho muito prazer”.

Da mesma forma DEUS tem declarado a cada um de nós estas mesmas palavras e assim podemos suportar todas as aflições que nos cercam.

Que Deus assim nos abençoe.


Missionário Edward Gomes da Luz


(Presidente da MNTB – Missão Novas Tribos do Brasil)

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