Sermão do Monte: Fazendo a diferença
- IEVY
- 28 de jun.
- 3 min de leitura
Pregação: Pastor Reinaldo Kahakura
Base Bíblica: Mateus 5 a 7
Após a declaração das Bem-aventuranças, Jesus dá continuidade ao Seu ensino com uma afirmação que define a identidade e a missão dos Seus discípulos: "Vocês são o sal da terra e a luz do mundo." Ser sal da terra e luz do mundo exige estar aos pés de Jesus, assim como os discípulos estavam quando ouviram essas palavras.
Como sal da terra, somos chamados a dar sabor, levando alegria, esperança e sentido à vida das pessoas ao nosso redor. Também devemos conservar, preservando a sociedade da degradação moral e protegendo aquilo que é bom. Além disso, o sal purifica, refletindo uma vida de conduta íntegra e reta.
Como luz do mundo, devemos refletir Aquele que declarou: "Eu sou a luz do mundo. Quem me segue nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida" (João 8:12). O apóstolo Paulo também afirma que somos luzeiros neste mundo (Filipenses 2:15), resplandecendo por meio daquilo que somos, do que dizemos e do que fazemos. Em outras palavras, nosso testemunho de vida deve apontar para Cristo.
Os ensinos estabelecidos por Jesus no Sermão do Monte demonstram, na prática, o que significa ser sal da terra e luz do mundo. Ao tratar da Lei, Jesus não a anula, mas mostra seu verdadeiro cumprimento e aprofunda seu significado. Ele aborda temas como o homicídio, o adultério, o divórcio, os juramentos, a vingança e o amor aos inimigos, revelando que a transformação desejada por Deus começa no coração e se manifesta nas atitudes.
No capítulo 6, Jesus orienta Seus discípulos sobre práticas e disciplinas espirituais que fazem parte da vida de todo aquele que O segue. Entre elas estão a ajuda aos necessitados, a oração e o jejum. Essas práticas devem fazer parte do nosso relacionamento com Deus e contribuir para nosso crescimento e amadurecimento espiritual. Elas não existem para promover nossa vida devocional diante das pessoas, mas para fortalecer nossa comunhão com o Senhor.
Jesus também chama a atenção para o cuidado com a alma. Ao ensinar sobre os tesouros no céu, Ele nos lembra da importância de observar aquilo que permitimos entrar pelos nossos olhos, pois eles são portas de entrada da alma. Quando alimentamos nossa vida com aquilo que produz trevas, nossa luz se enfraquece e nossa capacidade de abençoar o próximo é comprometida. Da mesma forma, Jesus declara que ninguém pode servir a dois senhores. Ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não é possível servir a Deus e ao dinheiro.
A mensagem conclui lembrando que, como discípulos de Jesus, somos chamados a ser como o sal. Nossa presença no mundo deve trazer sabor, significado e fazer diferença, tanto no discurso quanto na prática. Devemos ser conhecidos pelo amor de Cristo em nosso viver, pela honestidade em nossas atitudes e pela coerência entre aquilo que falamos e aquilo que praticamos.
Ser luz do mundo é refletir tudo aquilo que é benéfico. Onde estivermos, somos chamados a iluminar caminhos, esclarecer situações, discernir dúvidas e indicar o caminho que conduz a Cristo. A presença dos discípulos de Jesus neste mundo é necessária para fazer a diferença, estabelecer a paz, apontar para o céu e revelar o amor de Deus.
Ao final, somos convidados a refletir: onde está a nossa prioridade? Temos investido nosso tempo e nossos recursos apenas no que é visível e material? Quais dificuldades você tem encontrado para ser sal e luz em sua jornada terrena?
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